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Voltando no tempo: Fabíola Molina fala sobre a etapa brasileira da Copa do Mundo de Natação, em 2008. Back in time: Fabiola Molina talks about FINA Swimming World Cup in Brazil, 2008.

(Rosaly Bastos – vídeo) (Swim, Play, Live)


Morre Alexander Dale Oen, 26, atleta norueguês da natação, campeão em Shanghai. Sports news say Alexander Dale Oen, 26, Shanghai’s champion, was found dead.

 

Noticiários de esportes internacionais e release da Federação Norueguesa de Natação, anunciaram, há pouco, que o nadador norueguês, campeão em Shanghai nos 100m peito (Mundial), Alexander Dale Oen, de 26 anos, foi achado morto em seu quarto, ontem, em Flagstaff, Arizona (Estados Unidos). Alexander foi achado sem vida, caído no chuveiro, socorrido e levado para um hospital rapidamente, mas não foi possível reanimá-lo. Nadadores internacionais, chocados, ainda estão espalhando a notícia, e perguntando se é verdadeira. Sim, é, confirmou a Federação Norueguesa. Não há maiores detalhes, somente que ele havia falado pouco tempo antes com a família pelo Skype, e, segundo o que alguns sites estão divulgando, pode ter sido uma parada cardíaca. Novamente um fato chocante que engrossa as estatísticas de atletas na casa dos 20 anos, morrendo de ataques do coração. Na ânsia de vencer, de atingir metas de campeões imabatíveis, preparação toda voltada para se tornarem ouros, recordistas mundiais, ultrapassarem limites de tempos, na fome voraz da vitória, incentivados pelo treinamento árduo e equipe voltada para formar super-atletas, o corpo tem uma resposta diferente para tanta pressão, tanta necessidade de superação. Não respeitados os limites, o coração para, não suporta, o corpo jovem de 20, mesmo em todo vigor, cuidados com alimentação, exercícios, algum descanso e cuidados médicos, não é de super-homem. O limítrofe entre o que se pode fazer, o que se quer fazer, a vontade de se tornar insuperável, e a realidade de corpo, sangue, músculos, ossos, órgãos. Atletas não são feitos de fórmulas e metal, titânio e parafusos invioláveis. Fica a questão: o que está acontecendo no esporte, e vitimando cada vez mais atletas tão nvoos? Produzir campeões a que preço?

The Norwegian Swimming Federation has said, moments ago, that swimmer Alexander Dale Oen, 26 years old, world champion in Shanghai, last year, was found dead in his bedroom, in the shower, yesterday, in Flagstaff, Arizona (United States). There are no more informations so far, but international news have said Alexander had a heart attack. He had spoken to his family back in Norway moments before, using Skype. He was found down on the floor, took to a hospital, but doctors said it was no possible saving him. Another death among young athletes, unfortunately, to increase the list which is growing up more and more, for excessive effort, for sure. The body just does not support hard trainnings. It isn´t so? Athletes are not made of iron or titanium. They are made of flesh, bones, blood, organs, as heart, lungs, that are functioning according to a certain demand. In this crazy wish to make and become champions, beating world records, counting seconds, or something less than seconds, the audience waiting for raising some national flags, there are human bodies out there. There are guys and girls who are just human beings. How good gold medals are… But at what price? Time to stop, coaches and athletes, and think about it. Specially as London Olympic Games are so close. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Video from an international athlete who just post it on youtube)


Murray Rose, ex-atleta da natação australiana, morre aos 73. Former australian swimmer Murray Rose dies at 73.

Morreu, ontem, dia 15 (domingo), o ex-atleta, estrela da natação australiana do passado, Murray Rose. Aos 73 anos, Rose foi vencido por uma leucemia, contra a qual batalhava desde o natal do ano passado. Sua saúde começou a se deteriorar nas últimas seis semanas, segundo a imprensa de seu país, com piora mais acelerada desde a páscoa. Jornais australianos, como o The Sydney Morning Herald, disseram que o ex-nadador inspirou toda uma geração de atletas. Ele se tornou campeão olímpico pela primeira vez aos 17 anos, em 1956, nos Jogos de Melbourne, no revezamento 4 x 200m livre, o primeiro de seus 3 ouros na competição. Logo em seguida, ainda nas olimpíadas de Melbourne, Murray Rose venceu os 400m e os 1500m livres, se tornando o primeiro nadador a vencer, em 36 anos, as duas provas seguidas. Nas olimpíadas de Roma, em 1960, levou a medalha de ouro nos 400m livre, e a de prata nos 1500m. Ele não disputou as olimpíadas de Tóquio em 1964, porque foi impedido de participar das tentativas para classificação olímpica nos Estados Unidos, país onde ele estava estudando na época.  Kieren Perkins, medalhista olímpico de ouro por duas vezes nos 1500m, disse que “não dá para descrever o impacto dele não só na natação australiana, mas nos esportes (do país) em geral”.

Former australian swimmer Murray Rose died yesterday (sunday, 15th), at 73, due to a leukemia.

“Murray was one of those statesmen of Australian sport and it’s almost beyond describing the impact that he had not only on swimming but Australian sport in general”, and ”I think for anybody that’s been involved in distance swimming, the legend and the tradition that Murray Rose created I think really set the scene for decades” Kieren Perkins, a two-time 1500m gold medalist, said.

Murray Rose became an Olympic champion in 1956 as a 17-year-old, in Melbourne Olympic Games, winning the first of his three golds in the 4 x 200m freestyle relay.

Then, in the same olympic games, he followed that with victories in the 400m and 1500m freestyle. With this, he became the first swimmer in 36 years to win both individual events.

In Rome olympic games, 1960, he got another gold in the 400m freestyle, and he finished second, getting the silver medal, in the 1500m.  (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Com agências e The Sydney Morning Herald) (Fotos: Reprodução)

 


Daynara de Paula se desliga do Minas Tênis, mas segue na disputa entre Flamengo e outros clubes. Brazilian swimmer Daynara de Paula leaves Minas Tennis Club, but isn´t raising Flamengo’s flag yet.

A atleta da natação Daynara de Paula, a primeira da seleção brasileira feminina a alcançar índice para as olimpíadas de Londres, ainda no ano passado, já não pertence mais ao Minas Tênis Clube. Depois das férias, ela não havia retornado aos treinos no clube, mesmo a equipe principal já em preparação acelerada. Uma nota em site de esportes sugeriu que ela estaria pronta a assinar com o Flamengo, mas a assessoria do Minas Tênis Clube não confirmou a alegação. Hoje, o técnico do Minas Tênis Clube, Vaccari, confirmou a saída dela do clube, mas afirmou que ela não assinou contrato com nenhum clube ainda, e que estaria sendo disputada não só pelo Flamengo, mas por outros clubes, como Corinthians e até Fluminense, informação ainda não confirmada pelos mesmos. Ou seja, não seria só o Flamengo no páreo. Até caneta no papel, e palavra certa e foto para a imprensa, fica o dito pelo não dito.
A ida de Daynara como possibilidade para engrossar o corpo dos atletas celebrados do Flamengo, teria respaldo não só pelas suspeitas que começaram a ser divulgadas pela internet, mas também pelo fato de ser o clube de César Cielo, e que influenciou, junto com sua contratação, a levar no “pacote” os colegas de treino Nicholas dos Santos e Henrique Barbosa para o time vermelho-negro. Com a criação do clube seleto, que chamou de PRO-16, visando mais pódios, e mais medalhas douradas nas olimpíadas de 2016, com treinamento mais específico (assessorado pelo técnico Albertinho), os atletas que faziam, digamos, “dois turnos” de treinamento, ou seja, um com o PRO-16 e outro em seus clubes de origem, no caso dos que pertenciam ao Pinheiros, foi dado o ultimato. Com data para decisão, era “ou Cielo e PRO-16, ou o contrato com o Pinheiros.” Racha feito, os atletas que pertenciam ao clube tradicional paulista e escolheram permanecer no PRO-16, foram contratados pelo Flamengo. Vale lembrar que Cielo pertencia ao Pinheiros, um dos primeiros clubes em que começou a treinar (teve a piscina de Santa Bárbara), mas com proposta melhor, e com o nome da ex-nadadora e mulher de força, Patrícia Amorim, à frente, na presidência, e com planos grandes para restaurar a natação do clube, assinou contrato, em 2010, com o Flamengo. Cielo não fecha os olhos (nem em provas rápidas), e provavelmente fica analisando os resultados crescentes dos atletas de destaque, para talvez propostas futuras, ou, quem sabe, criar uma nova versão do Projeto-Quer-Ouro (é “Rumo ao Ouro”, na versão original) 2016. Quem pode dizer se, depois que ele resolver parar de competir, entre nomes de clubes chamados “Pinheiros”, “Corinthians”, “Flamengo”, “Fluminense”, não vai haver um “Cielense”, ou um “PRO-Futuro-Olímpico-Mundiais-Pans”, de versão prolongada para próximas olimpíadas e grandes campeonatos mundiais depois do foco de 2016 no Brasil. Se não tiver uma das neuras de Popov, que disse nem ao menos passar férias perto de piscina, ou quadrados molhados, (cansou, o ânimo para dar braçadas se exauriu há muito tempo. Haja resort de férias no deserto!), Cielo vê o cenário da natação hoje de olho no futuro. A menos que queira virar chef de cozinha, e mudar o restaurante que vende o que vem da Granja, para cardápio inspirado nos catalães, roubar estrelas de Barcelona, mudar a fachada para uma “Sagrada Família”, ou diminuir a porção de frango frito com polenta, e servir mini-poções chiques com caldinha desenhada falando francês (nada a ver com Bousquet. Melhor não. Melhor o nadador francês nem saber disso).
Patrícia Amorim pode querer Daynara e colocá-la na mira, mas, se já assinou, ou se está esperando tudo se concretizar para vestir a tal camisa vermelha-e-preta (que precisa de um design novo urgente), não se pode carimbar com certeza de 100% (muita gente carimba suposições com “certezas” de 25%). Mas, ainda não estão tremulando bandeiras vermelhas ao vento, na janela do apartamento de Daynara. Atleticano, por enquanto, não deixaria.

O Minas Tênis Clube já ficou sem o técnico Fernando Vanzela, logo depois da vitória (depois de 14 anos sem subir no primeiro lugar do pódio no campeonato) no Maria Lenk em 2011, disputado em maio, no Rio. Muita gente ficou sem entender a saída do técnico, elogiado e reconhecido por Joanna Maranhão no Open realizado no Rio, em dezembro, como fundamental em sua estória e crescimento como atleta. O Minas preferiu contratar um estrangeiro. Vaccari assumiu os treinamentos da equipe, e, logo depois, o Minas anunciou a contratação do técnico Scott Volkers, que foi à Belo Horizonte, no final do ano passado, para dar uma checada no clube, e, agora, já está na cidade, dando reforço ao treinamento da equipe. Australiano (não é Brett Hawke), ele tem 3 Jogos Olímpicos no currículo, comandando a equipe de seu país – Barcelona/92, Atlanta/96 e Sidney, em 2000.

A saída de Daynara certamente vai fazer falta, mas é parte do troca-troca de clubes que acontece já há algum tempo na natação, e que tem se tornado tendência crescente. Patrícia Amorim vai ficar feliz se Daynara assinar com o Flamengo, que parece estar numa campanha para abocanhar mais medalhas com atletas de peso, e trazer uma estória de vitórias de primeira posição no pódio para o clube, que não deve estar se contentando com segundos e terceiros lugares em campeonatos. O Minas Tênis ainda aposta em atletas que estão despontando e se destacando, como Felipe Lima, que treina em Fort Lauderdale, e que levou medalha de ouro nos 100m peito no GP de Missouri, que terminou no domingo. O clube conta também com atletas experientes, como Fabíola Molina e Nicolas Oliveira, ambos olímpicos, e Diogo Yabe, marido de Fabíola, que, assim como Felipe Lima, treinam nos Estados Unidos. Rodrigo Castro também. Dentre as saídas recentes, Joanna Maranhão, que foi para o Flamengo (ano passado). A vontade voraz de Cielo de tilintar medalhas de ouro, sem muitas dúvidas, é ímã e influência para que nadadores como Daynara se juntem ao Flamengo. Culpem o velocista. Um super-clube, peso-olímpico, vermelho-dourado? Imagine se o Minas Tênis Clube começar a fazer contra-propostas para tirar nadadores do Flamengo e do Pinheiros. Um Felipe França (Pinheiros), por exemplo. Trazer Léo de Deus de volta. Aí, vai ser disputa de travar dentes. Hora marcada no dentista e nervos em pólvora no ano olímpico? Por que não? Atletas com medalhas olímpicas significam patrocínios maiores chegando para os clubes.

No troca-me-troca, vale quem tem a melhor estratégia, a melhor proposta financeira (infra-estrutura não pesa tanto, já que os principais atletas do Flamengo não treinam na piscina do clube, e, sim, em São Paulo, entre academia de marca e uma piscina pública, mais adequada, já que as obras de melhorias prometidas pelo Flamengo nas piscinas não aconteceram. O clube disse, em 2010, que aguardava recursos, mas parece que não entraram, ou outras pautas de obras substituíram a emergência das piscinas), e a vontade de segurar os pódios primeiros e as medalhas douradas, e nomes que vão se refletir e ser propaganda em campeonatos internacionais, mundiais, pans e Grand-Prix. Na conversa, na mesa e na piscina, que vença o melhor. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Fotos: Rosaly Bastos)


Im-perdoável? Cabelo do nadador italiano Gregorio Paltrinieri. Italian swimmer, what a…


Ooops! Eliminatórias dos 50m livres, Mundial de Xangai. Before 50m free finals, oops! Shanghai.

Alta ansiedade nas eliminatórias dos 50m livres em Xangai, não esperou o sinal, e… Barrigada! Oops, sem tanta maledicência, acontece, fazer o que… (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)


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