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Aside

James Magnussen e australianos confessam dopping em Londres. Magnussen and australian swimming: dopping in olympics.

James Magnussen, a promessa australiana tão elogiada pelo ex-mito russo das piscinas, Alexander Poppov, confessou ter usado substância proibida durante os jogos olímpicos. Sim, dopping. Ele e a equipe australiana de natação, incluindo Eamon Sullivan. A confissão só veio à tona há pouco tempo, e repercutiu mal. Com resultados que vinham surpreendendo antes dos jogos olímpicos, antecipando o sucesso dele em Londres, o que fez a imprensa internacional apostar em sua supremacia, acabou em fiasco. Popov fez declarações de que Magnussen era atleta extremamente rápido e muito superior a nadadores como Cielo, e que a equipe verde-amarela não seria páreo para a australiana. A imprensa internacional repercutiu, desqualificando nomes top brasileiros. Naquela de ‘nada como um dia depois do outro’, os resultados dos brazucas se deveram aos treinos e suco de laranja. Falta o comando olímpico dizer se Magnussen perderá medalha, e se a classificação de suas provas mudará. (Rosaly Bastos) (O texto tem direitos autorais)


Dara Torres, Londres, não. Estrela da natação americana fica fora da equipe olímpica. Dara Torres far from London: missing it for 9-hundreths of second.

A atleta da natação americana, Dara Torres, forma invejável aos 45 anos, não conseguiu se classificar para as olimpíadas de Londres, na Tentativa de Omaha, seleção americana, reta final para a formação da equipe que vai decolar para Heathrow. Nos 50m livre, hoje (2 de julho), ela ficou atrás das nadadoras Jessica Hardy (24 s 50) e Kara Lynn Joyce (24 s 73). A quarta a bater na raia, viu também Christine Magnuson bater em terceiro (24 s 78) (calma, não é o fantasma feminino do australiano…). Seria a sexta olimpíada de Torres, mas foi uma chave para fechar sua participação nos grandes jogos mundiais. Em Rio 2016, pouco provável seria conseguir resultados classificatórios aos 49, 50 anos. Os 50m livre exigem forma cuidadosamente observada, leveza, além de músculos e quesitos que devem ter envelhecido mais com o passar dos anos, não tão resistentes a tanto esforço. Se bem que Dara Torres viu mas não viu os anos passarem. Pelo menos para quem vê de fora, corpo esculpido, energia, rapidez. A cirurgia no joelho foi momento crucial em sua carreira, que ela tentou vencer com terapias novas e uma força de vontade imensa, mas foi uma peça fundamental da engrenagem humana falhando. Não desistiu, resistiu, mas a nova geração a ultrapassou. É competição, são olimpíadas. Nem todos chegam lá, por mais rígido que seja o treinamento, a força. Mesmo quem merece. Mas Dara parou a vez das olimpíadas de forma excepcional. Mereceu cada aplauso, e o abraço, ainda molhada, da filha, pequena torcendo na arquibancada com incentivo à mãe estampado na camiseta. Grande Dara Torres, o nome não ficou só nas piscinas. Uma “torre”. Nove centésimos a tiraram de Londres. Mas não abreviaram uma carreira extensa, superior a muitas centenas de recordistas. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)

Is not the end for all, it can be, certainly,  the start for new goals in her career, anyway. But Dara Torres, 45, a winner in all point of views, beyond medals, is out of London Olympic Games. Tonight (july, the 2nd), in Omaha, in the american olympic trials, she missed what would be her 6th Olympic Games, for nine-hundreths of second. In 50m freestyle, Jessica Hardy came in first (24 s 50), followed by Kara Lynn Joyce (24 s 73). Christine Magnuson came in third (24 s 78) (no, it´s not the australian guy´s ghost splashing around… Who? The “James” “Magnussen”). Dara Torres was the fourth. The number “nine”, not expect, after a long career of many battles, many lessons of life, strengh, many sacrifices, cannot resume all. Rio 2016? No. Her body, in a great shape, would respond less to so many efforts and to fast-seconds, as months, years, pass by from now to 4 years ahead. But Dara is a warrior. Still wet, she just looked for her daughter, in the audience, with a t-shirt of supporting to her mom. A big hug, and a sad “bye bye” to olympics for her.

A new way expecting for a new Dara Torres. Swimming-pools can be built anywhere. She won a battle with a injured knee, experienced new treatments, but she found out she is not a robot. Not everyone will be in London. Many times, who has done a hard work won´t be there. Any others will be. Things are decided in the last minute. Or seconds. But other things in life keep going on, even without a “London”´s meaning, a british “tag”. Another generation, another olympic name taking the spot. It’s not “bye bye”, Dara. But a ”hello” for something else, that can be so good as a fast jump and a fast end with a gold circle in the chest. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Getty)


Pulando na China – Agora, Águas de Londres. Down the water in China, Beijing 2008. Now, London´s highest places.

 

(Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Reprodução)


Juliana Veloso é confirmada no salto em plataforma, Londres 2012. FINA confirms brazilian Juliana Veloso in London 2012.

A atleta Juliana Veloso acaba de ser confirmada pela FINA para competir nas Olimpíadas de Londres no salto de 3m em plataforma. Nomes possíveis ainda estavam em suspense, aguardando desistências de federações e vagas disponíveis, segundo os critérios classificatórios e permissivos para o carimbo final do passaporte rumo a terras britânicas. Será a quarta olimpíada de Juliana, que acompanhará outros saltadores brasileiros, os dois nomes que conseguiram as vagas em fevereiro, Hugo Parisi e César Castro. Andressa Mendes e Cassius Duran não conseguiram vagas, devido ao número limitado de inscrições e pela falta de desistências a possibilitar a ida de atletas a mais para competir na categoria. Aos 31 anos, Juliana Veloso participou das olimpíadas de Sidney em 2000, de Atenas em 2004, e na última de Pequim, em 2008. Tem muita gente saltando de felicidade. Mesmo que o número oficial do Brasil dos acrobatas em plataformas em Londres seja de apenas três.

FINA has just confirmed that brazilian Juliana Veloso will go to London, in official team for Olympic Games, in 3m plataform. In her 31 years old, it´s her fourth Olympic Games, and she will join to brazilians Cesar Castro and Hugo Parisi. She had been in Sydney 2000, Athens 2004 and the last one, Beijing 2008. Is everybody jumping? Happiness is part of the trainning of those who are waiting for landing in British lands in july. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Satiro Sodré)


Tocha olímpica é levada pelas ruas e personalidades desde saída da Grécia, até chegar no Reino Unido. Festa. Olympic Torch Relay – emotion in the streets in its way from Greece to United Kingdom.

Emoção e multidões nas ruas no caminho da tocha olímpica, desde que foi acesa na Grécia, percorrendo 70 dias até chegar a seu destino no Reino Unido. David Beckham, atletas com limitações físicas, e outros expressam sua emoção pela honra de conduzir a chama olímpica.

Hundreds of people and emotion in the streets, since the flame is lit in Greece, its way among citizens, paralympic athletes, until gets to David Beckham hands, in United Kingdom. London 2012 is coming sooner. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)


Londres: temperatura antes de julho ferver. London: watch the thermometer, before the temperature boils in july.

(Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Reprodução)


Olimpíadas: Encurtando a prova, sabedoria japonesa. Olympic Games, tip: getting in first, japanese wisdom.

Quem duvida da sabedoria japonesa? Donos de uma expertisse extraordinária, criam modelos e objetos tecnológicos de última geração, gadgets, aperfeiçoam o que já existe, com ideias superlativas. Bem, para encurtar o espaço nas próximas provas de natação nas olimpíadas de Londres, veja só o que anos de experiência de esperteza mostraram ser bem mais fácil. Difícil vai ser a FINA concordar…
How could anybody have any doubts about japanese wisdom and expertisse? They create the most modern and revolutionary objetcs, gadgets, mobiles, and watch what years of experience may them suggest to make shorter and faster the swimming competitions in London. Well, FINA may not approve, but… it´s an idea, anyway… (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)


2012 horas faltantes para as olimpíadas de Londres. Only 2012 hours left for London Olympic Games.

Visão noturna, faltando 2012 horas para os Jogos Olímpicos em Londres (a foto foi postada há 38 minutos no site oficial. Agora, 17h36min, maio 5, 2012). Night, night, only 2012 hours left to London Olympic Games (the picture was posted 38 minutes ago, official website. Now, it´s 5:37 p.m. in Brazil). (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: London 2012)


Fred Bousquet e Laure Manaudou, atrações internacionais do Troféu Maria Lenk: acesso à imprensa, sem estrelismos. Difícil vai ser a “zona mista”. Bousquet and Manaudou, ready for brazilian Maria Lenk competition. Accessible to the press, no extra privileges. Where is the press?

O nadador francês Fred Bousquet vai ser uma das grandes atrações do Troféu Maria Lenk, que começa no dia 24 próximo, e termina no dia 28. A competição é a penúltima das tentativas para que os atletas brasileiros que não alcançaram índices para as olimpíadas de Londres consigam a façanha, e para que os que já alcançaram marcas, se esforcem para assegurar suas vagas (a última tentativa acontece entre 9 e 12 de maio, mas só para vagas não-preenchidas de provas individuais).

Contratado pelo clube Pinheiros, junto com sua namorada Laure Manaudou, Bousquet ainda vai precisar lidar com as perguntas sobre o fato de ter ficado fora das provas dos 50m livre (rival de Cielo, roubou a melhor marca dele em bermuda no início de 2012) e dos 100m livre na equipe francesa que seguirá para as olimpíadas deste ano. Segundo a assessora de imprensa do Pinheiros, Flávia Ribas, Bousquet disse ainda estar (obviamente) chateado por não ter conseguido se classificar em duas de suas principais provas, mas que quer tomar um ânimo novo e ter novas experiências, com novos focos, tomando como impulso a contratação pelo clube paulista. Bousquet e Laure Manaudou têm um filho juntos, e a contratação em dupla facilita a vida dos dois, além dos treinos, já que Manaudou voltou a competir somente ano passado, mas já alcançou resultados satisfatórios, mesmo depois de ter parado em 2009 por causa da gravidez. A francesa está classificada e seguirá para Londres competindo nos 100m e nos 200m costas.

Novidade no calendário de provas de ambos, Bousquet e Manaudou certamente vão ser assediados pela imprensa no Maria Lenk. Questionada sobre se o casal francês teria privilégios a mais dentro do parque aquático, e mais que restrições em relação à imprensa, mantendo-se distante e quase que inacessível, a assessora Flávia Ribas disse que os dois atenderão os repórteres sim, após as provas, e para as perguntas necessárias, assim como os atletas brasileiros presentes à competição, em movimento normal dos atletas, na medida do possível. Mas descartando quaisquer privilégios e inacessibilidade por algum tipo de estrelismo, ou favorecimentos extras.

Ambos têm contrato com o Pinheiros até as olimpíadas de 2016, segundo informou a assessoria do clube, mas permanecem treinando em Auburn, cidade americana, a mesma onde Cielo morava. O Pinheiros continua com a parceria com o técnico australiano Brett Hawke (ex-coach de César Cielo), para clínicas de treinamento em Auburn para os atletas do clube. Bruno Fratus participou de treinamento específico com Hawke em clínica do ano passado, logo depois do Troféu Maria Lenk, quando venceu os 100m livre, passando à frente do recordista famoso, que ainda é detentor da melhor marca mundial na prova. A contratação dos franceses visa estimular os outros atletas do clube, e garantir peso maior e não largar a briga por pódios nos campeonatos nacionais, já que o clube paulista perdeu vários de seus grandes nomes, principalmente para o Flamengo.

Bousquet vai nadar as provas dos 50m e 100m livre, 50m borboleta e os revezamentos no Maria Lenk. Manaudou nada os 50, 100 e 200 costas, os 200m livre e os revezamentos também.

O que fica vai ficar difícil, no Maria Lenk, é a condição afastada e segregada a uma zona distante das piscinas, visibilidade quase zero, em que o restante da imprensa vai ficar, diga-se a mídia que não detém os direitos de transmissão do campeonato. A guerra entre emissoras chegou a um ponto crítico, em que a liberdade de imprensa está sendo ameaçada, chegando a um tipo de censura e corte de suas ações, de sua livre expressão, ferindo princípios éticos. Estatísticas milionárias circundam campeonatos, olimpíadas, pans, e a venda de direitos já existe há muito tempo, mas perdeu seus parâmetros, se é que existiam limites. A transmissão pode ser vendida, mas o esporte pertence aos brasileiros, e, com todo o respeito ao trabalho do canal vitorioso na compra, o esporte é livre, a imprensa é livre: transmitiu ao vivo, ao redor da piscina, imprensa restante precisa trabalhar pelo esporte, para o esporte, e falar com os atletas, o que deveria ser direito garantido, e não restrito a um “box” isolado junto a uma parede. Ponto em que o Ministério dos Esportes deveria prestar atenção, já que, com dividendos do orçamento público, de orçamento federal, organismos e parcerias, o Parque Aquático Maria Lenk, de 42 mil metros quadrados, construído para o Pan de 2007, e para promover o esporte nacional, tem espaço suficiente para todos. A CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) se justificou dizendo ter que lidar com inúmeros problemas com a imprensa que não detém os direitos de transmissão, como a entrada em áreas não-permitidas, de uso exclusivo dos atletas, e com o incômodo da mesma para com os atletas, e que criou a zona mista (isoladíssima e diminuída) para que os mesmos esportistas não fossem incomodados, privilegiando sua concentração. Não é bem assim. Problemas existem, mas segregar a imprensa não é a solução. Dois clubes consultados, o Pinheiros sendo um deles, negaram que seria um pedido seu ou de seus atletas o afastamento do restante da imprensa. O COB, Comitê Olímpico Brasileiro, através de seu assessor de imprensa, jogou a bola para a CBDA.

Liberdade de imprensa, e esporte para todos deveria ser o lema. Separar justamente e com limites aprazíveis e flexíveis a linha entre direitos de transmissão, e exercício da profissão garantida por órgãos reguladores em território nacional. Nesse fogo cruzado, nem toda a água da piscina para apagar. Quem fica prejudicado são os atletas e o público brasileiro. O que muito se espera, é que o restante da imprensa não vire fumaça.

Fred Bousquet and Laure Manaudou will be the two main international attractions during Maria Lenk’s championship, that happens from april 24th to 28th in Rio de Janeiro. Although obset of being out of 50m and 100m freestyle (french team) in London olympic games, Bousquet has said through his brazilian public relations, Flavia Ribas, that he is looking for new goals and is excited to compeet in Brazil. Bousquet and Laure Manaudou have signed contracts with brazilian Pinheiros club until 2016, but both keep trainning in Auburn, in United States, where brazilian and olympic (world) champion Cesar Cielo used to live. Bousquet will be probably showing to Cielo, in Rio, that he is still right there with the hunger for getting the better marks in 50m free. He will be compeeting in 50m and 100m freestyle, 50 butterfly, and relays. Manaudou will swim in the 50m, 100m and 200m backstroke, 200m freestyle and the relays. She is classified for London 2012, in 100m and 200m backstroke. Pinheiros’ public relations, Flavia Ribas, has said, also, that Bousquet and Manaudou will be accessible to brazilian media, no extra privileges or keeping distance, as some recognized athletes do many times.

The problem in Maria Lenk’s championship will be that the rest of the media, who didn´t own the exclusive broadcast rights, will be kept at a huge distance from the athletes and the main swimming pool, close to one of the doors, separated with iron bars of protection in a small place, without a clear view of the pool. Few years ago, as in 2009, brazilian media used to have access around the competitions main pool, even with the swimming pool’s area protected. Brazilian confederation of aquatic sports, CBDA, said they´re following international criteria, and it was a demanding also to try to fix some problems with the press, and to assure privacy to athletes. Well, athletes depending on media to getting sponsors to keep trainning and competing, so, the good relations with all media must exist, for their own benefit. Let´s keep that in mind, and that sports are made for all, and media has its rights. Where is the Ministry of Sports in all of that, is a question to be answered. In the “war” for tv rights, ethical rights are being forgotten, and the audience is missing the chance of good interviews, in different broadcasts, with another point of views. Some are asking if there will be enough water in both swimming pools to extinguish this fire. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Fotos: Reprodução e AFP)


100 Dias para as Olimpíadas de Londres. 17. 100 Days for London Olympic Games. Yesterday. Coming.

 

Como Londres é toda-festa, esperando as olimpíadas chegarem, em contagem regressiva, nada melhor que colocar soldadinhos de vermelho-preto (onte, 17), categoria real e humana, enfileirados e formando curvas, para montar o número “100″, dos dias que faltam para o grande dia de abertura dos jogos. Libra cara, turistas em polvorosa, recarregue o bom humor e o filtro solar, e que venha Londres. O mundo aguarda.

As London is all-celebrations for the olympic games, yesterday (17), nothing better than put many royal soldiers in red+black, in front of the palace, in curves and in line, perfect as they are, to show the number 100, the days that are missing for the games, in queen´s land. Prepare your pockets, your sunblock, your good mood in the middle of thousands of tourists, and the smile, cause London-july is coming. So, London, we´re waiting. Many, without a break for a rest. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Divulgação London 2012)


Pés olímpicos. Olympic feet.

 

Pés à todo vapor, quer dizer, à toda prova, seja pista, piscina, tênis, esporte que for: motivação extra, tatuados com o símbolo olímpico. Pisem em Londres.

Feet with high levels of motivation: for swimming, running, marathons, rowing or whatever, step in London. Olympic symbols, olympic wishes. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Reprodução)


Parque Aquático de Londres e piscina, ontem e hoje. London’s Aquatic Center in white, and a perfect swimming-pool today.

 

Assim estava o Centro Aquático das olimpíadas de Londres, em fevereiro deste ano. Agora sem neve, primavera com sol sorrindo, é na piscina daí debaixo que os atletas do seleto grupo que conseguiram e conseguirão índices para as equipes de seus países, disputarão as provas de natação. Above, check how the Aquatic Center in London was in february the 6th, this year. But, now, no snow, it´s all spring’s smiles, and that is, down here, the swimming pool where the “chosen ones”, the athletes who already have and those who will get the perfect (or almost, cause nobody is satisfied) times to try a medal in Olympic Games will swim. Sharks, already known names, and new ones.  (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Fotos: Divulgação Londres 2012)

 

 


Aqui também tem remo: feliz aniversário para Fabiana Beltrame. Rowing? Yes, open doors: happy birthday to brazilian rower Fabiana Beltrame.

                                            Fabiana Beltrame (na frente) com Luana Bartholo. Brazilian rowers Fabiana Beltrame (first in the picture) and Luana Bartholo.

“Swim” é “nadar” em português, mas, aqui, a gente está abrindo espaço também para o remo. Não só por descobrir um esporte que tem atletas de alto nível no Brasil, mas por notar que veículos nacionais suprimiram a transmissão de importantes provas da categoria, nos Jogos Panamericanos últimos, no México (Guadalajara). Remo vai na água, então… Portas abertas. E, para começar em grande estilo, é dia de palmas para a remadora brasileira Fabiana Beltrame, que faz aniversário neste 9 de abril, hoje, precisamente. Dia de festa, emendando a outra da classificação para as olimpíadas de Londres, na Argentina, junto com sua companheira formando a dupla no barco, Luana Bartholo. Para disputar as olimpíadas em julho próximo, Fabiana teve que optar pelo Skiff duplo, já que o Skiff leve individual (no qual disputou o Mundial na Eslovênia, em 2011, e se sagrou campeã) não é categoria olímpica. E já conseguiu índice junto com a parceira do clube Flamengo, mesmo treinando com Luana há pouco tempo. 

Com o Skiff simples, participou de duas olimpíadas, Athenas 2004, e Pequim 2008. Parabéns para a atleta, que sempre termina as provas, (e ruma para elas) carregando a filha pequena, Alice, nos braços. Futuro do Brasil? Nas olimpíadas de 2016 a filha deve estar com pouco mais de 6 anos, então, vai ter que esperar um pouco, se quiser seguir a carreira da mãe. Com todos os percalços e dificuldades que toda carreira de atleta tem, ainda mais com alguns “por ques” de confederações e situações estranhas em escalas de atletas para campeonatos (fica para mais tarde), uns classificados saem, outros entram (coisas de Brasil?), Fabiana tem muito o que comemorar. Para superar muitos contratempos, é aquilo que brasileiro ou aprendeu, ou tem que aprender bem: a ter garra. Mais que outros atletas com facilidades em outras nacionalidades.

Opening doors for rowing here, why? It´s over waters, right? So, starting saying “Happy Birthday” to brazilian Beltrame, lwishing a life of long years rowing in waters worldwide, crossing lines in first place, expecting London with good mood, high perspectives, and carrying on two brazilian flags to celebrate the medal. And more to come. In a country where some weird things hapen in sports, as athletes classified being out of some official lists of competitions, as recently (why? Nobody has explained so far, right?) (let´s take the issue back later here), she knows she will have something more than a happy birthday, being classified for London 2012 together with rowing partner Luana Bartholo, and understanding that, to follow a career in sports, she (both) had to learn something else about crossing bareers and difficulties.

Enjoy the cake, together with her biggest fan, tiny daughter Alice, always following her competitions, and in her arms, plus many more who want to raise hands together in celebrations in the olympic games, coming in july. Let´s get the party started. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Fotos: Reprodução)


Polo Aquático canadense, tentativas para Londres 2012. Edmonton 2012, Men´s Water Polo Olympic Classification Tournament.

 

                                                        (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Reprodução/Water Polo Canada)


Kosuke Kitajima vence os 100m peito no Japão, e se classifica para Londres. Kosuke Kitajima wins 100m breaststroke: passport to London.

O atleta japonês Kosuke Kitajima se classificou para as olimpíadas de Londres ao vencer os 100m peito no campeonato japonês, ontem.  Marcou 58s 90. O recorde mundial pertence a Rickard Brenton, 58s 58, feito em 2009 no Mundial de Roma, e permanece como o melhor tempo até hoje. Aos 29 anos, será a quarta olimpíada de Kitajima. Japanese athlete Kosuke Kitajima has classified to London Olympics, after winning 100m breaststroke yesterday, in japanese trials. It will be his fourth participation in olympic games. Kitajima is 29 years old. The 100m breaststroke world record belongs to Rickard Brenton, 58s 58, in Rome 2009. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Getty/Reprodução)


Perigo nas piscinas! Dangerous swimming-pools: who wants to go to London, be aware…

 

Cuidado! Têm alguns perigosos querendo tirar sua vaga em Londres… Seja mais rápido!

Watch out! There are some strange-dangerous ones wishing your place in London. Be faster! (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Reprodução)


Rumo a Londres. Facing London: july is coming.

Lorandi Elodie, atleta, de olho em Londres. Mesmo à noite.

Lorandi Elodie, athlete, facing London. July is close.  (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Arena/Reprodução)


Alain Bernard, para a torcida francesa. Alain Bernard, for french supporters.

                                                                   (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Reprodução)


Não deu: Alain Bernard está fora dos 100m livres em Londres. Alain Bernard is out of 100m freestyle in London.

O nadador francês Alain Bernard, que foi rival de Cielo nos 100m livre e ouro em Pequim 2008 (Cielo foi bronze), está fora da prova nas olimpíadas de Londres. Bernard chegou apenas em quinto no campeonato francês, e precisava ficar pelo menos em segundo, e deveria cravar tempo abaixo de 48s82. Pontuou 48s92. Yannich Agnel fez 48s02, e Fabien Gillot, 48s38. Ambos conquistaram as duas vagas para as olimpíadas em terras inglesas. Mas Bernard ainda vai buscar índice nos 50m livre (se alcançar o índice classificatório, ainda assim, não deve ser muito páreo para César Cielo, já que o nome do francês não apareceu ameaçando as marcas do brasileiro nos últimos tempos), e deve fazer parte do revezamento 4x100m livre, com Leveaux, Gregory Mallet e Clement Lefert.

Alain Bernard is out. He has finished the 100m freestyle only in fifth, french championship, with 48s92. He should end unless in second, under 48s82. Yannick Agnel came in first, 48s02, and Fabien Gillot, second, wtih 58s38. Both will try a medal for France in London Olympic Games. Bernard still have a chance in 50m freestyle, and he will be probably part of french team in 4x100m free, with Leveaux, Clement Lefert and Gregory Mallet. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Reprodução)


Ian Thorpe fica em sexto nos 200m livres de Adelaide, Austrália. Tentativas para Londres 2012. Ian Thorpe’s bad predictions: he finished in 6th in Adelaide´s trials. 200m freestyle.

Ian Thorpe não foi bem nos 200m livre em Adelaide, campeonato na Austrália, onde os atletas correm contra o relógio para conseguir índices para classificação e entrada na equipe que seguirá para as olimpíadas de Londres, em julho. Thorpe decidiu voltar tarde demais, 6 anos depois de sua aposentadoria, e antes de partir para a cidade australiana reconheceu que precisava de mais tempo para treinar. Muito mais tempo, segundo suas expectativas, pelo menos 6 meses. Mas não dá. Com o mais esforçado treinamento, os anos parados e fora do ritmo normal de treinamento forte e das competições, pesaram. Ficou em 6° na prova dos 200m, com Napoleon, Monk e D’Orsogna nas três primeiras posições. Ali, se a prova não foi tão boa como talvez ele desejava que fosse, e os crédulos conterrâneos australianos também, falar sobre a prova logo depois, em entrevista para tv, provavelmente foi mortificante. Mas é isso, voltar envolve também enfrentar a imprensa, que pode ser condescendente ou trazer a realidade do fundo para a tona da piscina.

Things were not all well for Ian Thorpe, as Adelaide´s championship could be a dificult but still bringing any hope for the swimmer to get his place in australian team to London Olympic Games in july this year. Dream x reality: the six years Thorpe decided to be away from daily hard trainning and competitions, made a huge difference in his body. Compromising his speed, of course. He can have all hope, dedication and positive thinking right now, but his body responds differently than the most hopeful athlete could expect. It´s not saying a dream is not possible, but things are not as they used to be. In 200m freestyle, he finished in 6th. Napoleon, Monk and D’Orsogna came in first, second and third. Napoleon, D’Orsogna and Monk? Maybe you´ve never heard or read about those names in another country away from Australia. But you know who Ian Thorpe is, right? The problem is that the three names you probably don´t know, kept trainning in the swimming pool every day. And they didn´t give a break for the last years until heading to Adelaide. Or previous trials and championships. London is going to be easier for them. Thorpe had to give an interview after the 200m. A torture? It may be. But is part of the “business”. Everyone can have dreams – but, for athletes who have retired, some may be more distant than they want to. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)


Ian Thorpe reconhece que não está preparado, e teme não fazer parte da equipe australiana que irá para Londres. Ian Thorpe says he is not ready for London: “I´ll most likely fail”.

O nadador australiano Ian Thorpe, de 29 anos, dono de cinco medalhas de ouro olímpicas reconheceu, em entrevista para tv australiana ,na quarta-feira, que voltou tarde demais para as competições a nível profissional. Depois de 5 anos parado, Thorpe, que tinha anunciado sua aposentadoria precocemente, disse, com sinceridade, que provavelmente vai falhar e pode não fazer parte da equipe de seu país que seguirá para os Jogos Olímpicos de Londres em julho. “O resultado mais realístico disso tudo é que eu, provavelmente, vou falhar. Eu gostaria de ter outros seis meses para fazer isso (treinar antes de ir para as olimpíadas)”, disse, para a tv Australia´s Network Ten. Thorpe, que bateu 13 recordes mundiais e que tem 11 medalhas de ouro em campeonatos mundiais, não teve um retorno a nível impressionante, como talvez ele mesmo pudesse esperar. A aposentadoria tinha sido anunciada em novembro de 2006, e, anos depois, fora de forma, quilos extras, colocou como meta a recuperação física para tentar ser o campeão de antes. Mas se nadadores profissionais sentem a falta que um dia, dois, uma semana faz fora do retângulo comprido de água, um campeão a nível do australiano, com o currículo estrelado por anos de técnica e empenho diário, comida naturalmente ruim, com uma rotina criteriosa a ser obedecida, certamente iria sentir muito mais.

Os resultados de Thorpe não foram expressivos em sua volta aos campeonatos: nas etapas da Copa do Mundo da FINA, em novembro, piscina de 25 metros, não foram grande coisa. Ele competiu em Singapura, Pequim e Tóquio. Agora, se prepara para a competição em Adelaide, na Austrália, que decidirá quais atletas alcançam ou não índices para seguir para as olimpíadas de Londres. “Há muito mais expectativa de competir bem, de me ver bem, dentro de mim, do que em qualquer outra pessoa”, afirmou o atleta, apesar de tudo. Semana que vem é a data do “bate-martelo” para Ian Thorpe. Fatídicos (?) dias, a partir de 15 de março. Resta saber se, na pior das hipóteses, se ele não se qualificar, se continua numa tentativa que vai pedir horas, semanas, meses de trabalho psicológico e físico para próximos grandes campeonatos, como mundiais, pans, e anos para a próxima olimpíada, no Rio (2016). Espremendo e tentando tirar o sumo de todos seus resultados pós-volta-tardia, até agora, a expectativa é de que, pelo menos, ele alcance qualificação para os 200m livres, e faça parte da equipe de revezamento 4x200m australiana (em Adelaide, ele vai nadar os 100m e os 200m livres). Vai espremer o suco australiano.

É aquela estória do “nunca dizer nunca”, mas, que tem um custo no futuro para um atleta como ele, quando uma desistência precoce não foi taxativa, definitiva. Na palavra, antes, talvez. No cansaço, no tédio do treino diário. O grito do pódio deve ter sido maior. Incomodou. Depois, ao saber de todas as restrições e consequências de um “pit stop”,  é segurar a barra da cobrança e pressão externa, mais que a sua interna. E avaliar, com realidade, se o sonho já se foi. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Getty/ Reprodução)

Australian swimmer Ian Thorpe doesn´t have great expectations about his participation in Australian trials next week, in Adelaide, starting on march 15th. After a less than impressive return after five years out of the pools, in FINA Swimming World Cup, in november, last year, he knows he is dealing with something more than a strong bad feeling that he may not qualify for olympic games in London. “The most realistic outcome of this is that I will most likely fail. … I wish I had another six months to do this”, he said, during an interview, wednesday. He will contest the 200m and 100m freestyle events at the Australian trials next week.

The biggest expectation, however, is that Thorpe may be a top-six finish in the 200 meters, which could get him into the Australian 4×200-meter relay team for London 2012.

“I wish I had another six months to do this”, says Thorpe, in the interview. The clock´s tic-tac is in a rush. It´s now or never. What many wanna know is, if the australian athlete do not qualify to London, if he will give up for good, or if he will have enough strengh, physical and mental power, to keep trainning and competing until a next World Championship, Panamerican Games, or, even, the Olympic Games in Rio, 2016. Tic-tac, tic-tac. It´s time to make the correct avaliation and measuring how much is a deep wish to be almost the best again, and understand physical limitations, and the consequences of an early “pit stop”. Staying in the “boxes”, having nice warm afternoons in private islands, eating good food, and thinking that a “no-pools-anymore!” is definitive, is something to avaluate, together as how much his body can remember who he was in the past, before november 2006, when he decided for his retirement. It´s not enough to put the strong wish to be in the middle of the best champions of all the world in major competitions in a balance, and check if it´s enough. Let´s wait and see. It´s not a dark-bad-wish pushing Thorpe to fail, no, but just avaluations that all the sports world will make about him, his desires, and, of course, his real capability. Saying “yes, I stay”, or “no, I´m out”, doesn´t put an end in his love for the good noise that a winner likes to listen after touching the end of a pool in first. It can be a beginning of a new Ian Thorpe in something he can be able to win. Life is full of possibilites. It´s just develop the capability of being the best in another thing. Even though he may not please newspapers all the time, and everyone. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)


Londres celebra jogos por antecipação. Pelo menos, brilhando o símbolo olímpico. London antecipating Olympic Games. Pic.

(Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Divulgação London 2012 official)


César Castro e Hugo Parisi já têm vaga nas Olimpíadas de Londres. Show de saltos brasileiros. Cesar Castro and Hugo Parisi have guaranteed a place in London 2012.

                                                                                                         César Castro

                                                                                                           Hugo Parisi

                                                                                                          Juliana Veloso

                                                                                              Natali Cruz e Andressa Mendes



Os brasileiros César Castro e Hugo Parisi já têm vaga garantida em Londres 2012. César conseguiu a vaga no segundo dia de disputas da Copa do Mundo da FINA, em fevereiro, no trampolim de 3 metros, e Hugo Parisi ficou com a segunda vaga masculina brasileira, conquistada no dia 24 (fevereiro), na mesma competição. No feminino, Juliana Veloso foi para a repescagem, e, agora, aguarda decisão da FINA, depois que os países com atletas concorrentes entregarem a relação de quais de seus atletas com índices seguirão para as olimpíadas. O prazo final foi dado pela FINA, no dia 30 de março, e, só aí, após as cotas preenchidas nos saltos, é que a Federação Internacional poderá analisar as confirmações e definir quem fica de fora ou segue para Londres. Ao todo, são 136 vagas para todos os atletas dos vários países que vão competir na modalidade. Para arrematar e comemorar as duas vagas masculinas reservadas já com as cores verde-amarela, um show de saltos dos principais atletas brasileiros, além de Castro e Parisi, de Juliana Veloso, Natali Cruz e Andressa Mendes e Rui Marinho. As fotos são de Satiro Sodré.

Brazilians Cesar Castro and Hugo Parisi have already guaranteed their well-deserved places in London 2012. Both in FINA´s World Cup, in february. Juliana Veloso is still waiting for FINA´s final decision, after the expire date of march the 30th, when all the countries shall send the names of their athletes which will go to London. There are 136 vacancies at all, and, so, only after having all the names in its hands, FINA can analize and finally say who will be or not in blessed London with no fog in summer, july. To finish here, a spetacle of jumps by brazilian athletes, also Juliana Veloso, Andressa Mendes and Natali Cruz, and Rui Marinho. Photos are from Satiro Sodré. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)


Daynara de Paula se desliga do Minas Tênis, mas segue na disputa entre Flamengo e outros clubes. Brazilian swimmer Daynara de Paula leaves Minas Tennis Club, but isn´t raising Flamengo’s flag yet.

A atleta da natação Daynara de Paula, a primeira da seleção brasileira feminina a alcançar índice para as olimpíadas de Londres, ainda no ano passado, já não pertence mais ao Minas Tênis Clube. Depois das férias, ela não havia retornado aos treinos no clube, mesmo a equipe principal já em preparação acelerada. Uma nota em site de esportes sugeriu que ela estaria pronta a assinar com o Flamengo, mas a assessoria do Minas Tênis Clube não confirmou a alegação. Hoje, o técnico do Minas Tênis Clube, Vaccari, confirmou a saída dela do clube, mas afirmou que ela não assinou contrato com nenhum clube ainda, e que estaria sendo disputada não só pelo Flamengo, mas por outros clubes, como Corinthians e até Fluminense, informação ainda não confirmada pelos mesmos. Ou seja, não seria só o Flamengo no páreo. Até caneta no papel, e palavra certa e foto para a imprensa, fica o dito pelo não dito.
A ida de Daynara como possibilidade para engrossar o corpo dos atletas celebrados do Flamengo, teria respaldo não só pelas suspeitas que começaram a ser divulgadas pela internet, mas também pelo fato de ser o clube de César Cielo, e que influenciou, junto com sua contratação, a levar no “pacote” os colegas de treino Nicholas dos Santos e Henrique Barbosa para o time vermelho-negro. Com a criação do clube seleto, que chamou de PRO-16, visando mais pódios, e mais medalhas douradas nas olimpíadas de 2016, com treinamento mais específico (assessorado pelo técnico Albertinho), os atletas que faziam, digamos, “dois turnos” de treinamento, ou seja, um com o PRO-16 e outro em seus clubes de origem, no caso dos que pertenciam ao Pinheiros, foi dado o ultimato. Com data para decisão, era “ou Cielo e PRO-16, ou o contrato com o Pinheiros.” Racha feito, os atletas que pertenciam ao clube tradicional paulista e escolheram permanecer no PRO-16, foram contratados pelo Flamengo. Vale lembrar que Cielo pertencia ao Pinheiros, um dos primeiros clubes em que começou a treinar (teve a piscina de Santa Bárbara), mas com proposta melhor, e com o nome da ex-nadadora e mulher de força, Patrícia Amorim, à frente, na presidência, e com planos grandes para restaurar a natação do clube, assinou contrato, em 2010, com o Flamengo. Cielo não fecha os olhos (nem em provas rápidas), e provavelmente fica analisando os resultados crescentes dos atletas de destaque, para talvez propostas futuras, ou, quem sabe, criar uma nova versão do Projeto-Quer-Ouro (é “Rumo ao Ouro”, na versão original) 2016. Quem pode dizer se, depois que ele resolver parar de competir, entre nomes de clubes chamados “Pinheiros”, “Corinthians”, “Flamengo”, “Fluminense”, não vai haver um “Cielense”, ou um “PRO-Futuro-Olímpico-Mundiais-Pans”, de versão prolongada para próximas olimpíadas e grandes campeonatos mundiais depois do foco de 2016 no Brasil. Se não tiver uma das neuras de Popov, que disse nem ao menos passar férias perto de piscina, ou quadrados molhados, (cansou, o ânimo para dar braçadas se exauriu há muito tempo. Haja resort de férias no deserto!), Cielo vê o cenário da natação hoje de olho no futuro. A menos que queira virar chef de cozinha, e mudar o restaurante que vende o que vem da Granja, para cardápio inspirado nos catalães, roubar estrelas de Barcelona, mudar a fachada para uma “Sagrada Família”, ou diminuir a porção de frango frito com polenta, e servir mini-poções chiques com caldinha desenhada falando francês (nada a ver com Bousquet. Melhor não. Melhor o nadador francês nem saber disso).
Patrícia Amorim pode querer Daynara e colocá-la na mira, mas, se já assinou, ou se está esperando tudo se concretizar para vestir a tal camisa vermelha-e-preta (que precisa de um design novo urgente), não se pode carimbar com certeza de 100% (muita gente carimba suposições com “certezas” de 25%). Mas, ainda não estão tremulando bandeiras vermelhas ao vento, na janela do apartamento de Daynara. Atleticano, por enquanto, não deixaria.

O Minas Tênis Clube já ficou sem o técnico Fernando Vanzela, logo depois da vitória (depois de 14 anos sem subir no primeiro lugar do pódio no campeonato) no Maria Lenk em 2011, disputado em maio, no Rio. Muita gente ficou sem entender a saída do técnico, elogiado e reconhecido por Joanna Maranhão no Open realizado no Rio, em dezembro, como fundamental em sua estória e crescimento como atleta. O Minas preferiu contratar um estrangeiro. Vaccari assumiu os treinamentos da equipe, e, logo depois, o Minas anunciou a contratação do técnico Scott Volkers, que foi à Belo Horizonte, no final do ano passado, para dar uma checada no clube, e, agora, já está na cidade, dando reforço ao treinamento da equipe. Australiano (não é Brett Hawke), ele tem 3 Jogos Olímpicos no currículo, comandando a equipe de seu país – Barcelona/92, Atlanta/96 e Sidney, em 2000.

A saída de Daynara certamente vai fazer falta, mas é parte do troca-troca de clubes que acontece já há algum tempo na natação, e que tem se tornado tendência crescente. Patrícia Amorim vai ficar feliz se Daynara assinar com o Flamengo, que parece estar numa campanha para abocanhar mais medalhas com atletas de peso, e trazer uma estória de vitórias de primeira posição no pódio para o clube, que não deve estar se contentando com segundos e terceiros lugares em campeonatos. O Minas Tênis ainda aposta em atletas que estão despontando e se destacando, como Felipe Lima, que treina em Fort Lauderdale, e que levou medalha de ouro nos 100m peito no GP de Missouri, que terminou no domingo. O clube conta também com atletas experientes, como Fabíola Molina e Nicolas Oliveira, ambos olímpicos, e Diogo Yabe, marido de Fabíola, que, assim como Felipe Lima, treinam nos Estados Unidos. Rodrigo Castro também. Dentre as saídas recentes, Joanna Maranhão, que foi para o Flamengo (ano passado). A vontade voraz de Cielo de tilintar medalhas de ouro, sem muitas dúvidas, é ímã e influência para que nadadores como Daynara se juntem ao Flamengo. Culpem o velocista. Um super-clube, peso-olímpico, vermelho-dourado? Imagine se o Minas Tênis Clube começar a fazer contra-propostas para tirar nadadores do Flamengo e do Pinheiros. Um Felipe França (Pinheiros), por exemplo. Trazer Léo de Deus de volta. Aí, vai ser disputa de travar dentes. Hora marcada no dentista e nervos em pólvora no ano olímpico? Por que não? Atletas com medalhas olímpicas significam patrocínios maiores chegando para os clubes.

No troca-me-troca, vale quem tem a melhor estratégia, a melhor proposta financeira (infra-estrutura não pesa tanto, já que os principais atletas do Flamengo não treinam na piscina do clube, e, sim, em São Paulo, entre academia de marca e uma piscina pública, mais adequada, já que as obras de melhorias prometidas pelo Flamengo nas piscinas não aconteceram. O clube disse, em 2010, que aguardava recursos, mas parece que não entraram, ou outras pautas de obras substituíram a emergência das piscinas), e a vontade de segurar os pódios primeiros e as medalhas douradas, e nomes que vão se refletir e ser propaganda em campeonatos internacionais, mundiais, pans e Grand-Prix. Na conversa, na mesa e na piscina, que vença o melhor. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Fotos: Rosaly Bastos)


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