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Atletas olímpicos da natação, Atenas 2004. Tensão. Olympic swimmers, Athens 2004. Tension.


Na foto da Getty Images, a tensão dos atletas olímpicos da natação, nos jogos de Atenas, em 2004. Dentre eles, Ian Thorpe. In Getty’s pic, the swimmers tension in Athens Olympic Games, 2004. Ian Thorpe included. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Getty Images).


Ian Thorpe fica em sexto nos 200m livres de Adelaide, Austrália. Tentativas para Londres 2012. Ian Thorpe’s bad predictions: he finished in 6th in Adelaide´s trials. 200m freestyle.

Ian Thorpe não foi bem nos 200m livre em Adelaide, campeonato na Austrália, onde os atletas correm contra o relógio para conseguir índices para classificação e entrada na equipe que seguirá para as olimpíadas de Londres, em julho. Thorpe decidiu voltar tarde demais, 6 anos depois de sua aposentadoria, e antes de partir para a cidade australiana reconheceu que precisava de mais tempo para treinar. Muito mais tempo, segundo suas expectativas, pelo menos 6 meses. Mas não dá. Com o mais esforçado treinamento, os anos parados e fora do ritmo normal de treinamento forte e das competições, pesaram. Ficou em 6° na prova dos 200m, com Napoleon, Monk e D’Orsogna nas três primeiras posições. Ali, se a prova não foi tão boa como talvez ele desejava que fosse, e os crédulos conterrâneos australianos também, falar sobre a prova logo depois, em entrevista para tv, provavelmente foi mortificante. Mas é isso, voltar envolve também enfrentar a imprensa, que pode ser condescendente ou trazer a realidade do fundo para a tona da piscina.

Things were not all well for Ian Thorpe, as Adelaide´s championship could be a dificult but still bringing any hope for the swimmer to get his place in australian team to London Olympic Games in july this year. Dream x reality: the six years Thorpe decided to be away from daily hard trainning and competitions, made a huge difference in his body. Compromising his speed, of course. He can have all hope, dedication and positive thinking right now, but his body responds differently than the most hopeful athlete could expect. It´s not saying a dream is not possible, but things are not as they used to be. In 200m freestyle, he finished in 6th. Napoleon, Monk and D’Orsogna came in first, second and third. Napoleon, D’Orsogna and Monk? Maybe you´ve never heard or read about those names in another country away from Australia. But you know who Ian Thorpe is, right? The problem is that the three names you probably don´t know, kept trainning in the swimming pool every day. And they didn´t give a break for the last years until heading to Adelaide. Or previous trials and championships. London is going to be easier for them. Thorpe had to give an interview after the 200m. A torture? It may be. But is part of the “business”. Everyone can have dreams – but, for athletes who have retired, some may be more distant than they want to. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)


Ian Thorpe reconhece que não está preparado, e teme não fazer parte da equipe australiana que irá para Londres. Ian Thorpe says he is not ready for London: “I´ll most likely fail”.

O nadador australiano Ian Thorpe, de 29 anos, dono de cinco medalhas de ouro olímpicas reconheceu, em entrevista para tv australiana ,na quarta-feira, que voltou tarde demais para as competições a nível profissional. Depois de 5 anos parado, Thorpe, que tinha anunciado sua aposentadoria precocemente, disse, com sinceridade, que provavelmente vai falhar e pode não fazer parte da equipe de seu país que seguirá para os Jogos Olímpicos de Londres em julho. “O resultado mais realístico disso tudo é que eu, provavelmente, vou falhar. Eu gostaria de ter outros seis meses para fazer isso (treinar antes de ir para as olimpíadas)”, disse, para a tv Australia´s Network Ten. Thorpe, que bateu 13 recordes mundiais e que tem 11 medalhas de ouro em campeonatos mundiais, não teve um retorno a nível impressionante, como talvez ele mesmo pudesse esperar. A aposentadoria tinha sido anunciada em novembro de 2006, e, anos depois, fora de forma, quilos extras, colocou como meta a recuperação física para tentar ser o campeão de antes. Mas se nadadores profissionais sentem a falta que um dia, dois, uma semana faz fora do retângulo comprido de água, um campeão a nível do australiano, com o currículo estrelado por anos de técnica e empenho diário, comida naturalmente ruim, com uma rotina criteriosa a ser obedecida, certamente iria sentir muito mais.

Os resultados de Thorpe não foram expressivos em sua volta aos campeonatos: nas etapas da Copa do Mundo da FINA, em novembro, piscina de 25 metros, não foram grande coisa. Ele competiu em Singapura, Pequim e Tóquio. Agora, se prepara para a competição em Adelaide, na Austrália, que decidirá quais atletas alcançam ou não índices para seguir para as olimpíadas de Londres. “Há muito mais expectativa de competir bem, de me ver bem, dentro de mim, do que em qualquer outra pessoa”, afirmou o atleta, apesar de tudo. Semana que vem é a data do “bate-martelo” para Ian Thorpe. Fatídicos (?) dias, a partir de 15 de março. Resta saber se, na pior das hipóteses, se ele não se qualificar, se continua numa tentativa que vai pedir horas, semanas, meses de trabalho psicológico e físico para próximos grandes campeonatos, como mundiais, pans, e anos para a próxima olimpíada, no Rio (2016). Espremendo e tentando tirar o sumo de todos seus resultados pós-volta-tardia, até agora, a expectativa é de que, pelo menos, ele alcance qualificação para os 200m livres, e faça parte da equipe de revezamento 4x200m australiana (em Adelaide, ele vai nadar os 100m e os 200m livres). Vai espremer o suco australiano.

É aquela estória do “nunca dizer nunca”, mas, que tem um custo no futuro para um atleta como ele, quando uma desistência precoce não foi taxativa, definitiva. Na palavra, antes, talvez. No cansaço, no tédio do treino diário. O grito do pódio deve ter sido maior. Incomodou. Depois, ao saber de todas as restrições e consequências de um “pit stop”,  é segurar a barra da cobrança e pressão externa, mais que a sua interna. E avaliar, com realidade, se o sonho já se foi. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Getty/ Reprodução)

Australian swimmer Ian Thorpe doesn´t have great expectations about his participation in Australian trials next week, in Adelaide, starting on march 15th. After a less than impressive return after five years out of the pools, in FINA Swimming World Cup, in november, last year, he knows he is dealing with something more than a strong bad feeling that he may not qualify for olympic games in London. “The most realistic outcome of this is that I will most likely fail. … I wish I had another six months to do this”, he said, during an interview, wednesday. He will contest the 200m and 100m freestyle events at the Australian trials next week.

The biggest expectation, however, is that Thorpe may be a top-six finish in the 200 meters, which could get him into the Australian 4×200-meter relay team for London 2012.

“I wish I had another six months to do this”, says Thorpe, in the interview. The clock´s tic-tac is in a rush. It´s now or never. What many wanna know is, if the australian athlete do not qualify to London, if he will give up for good, or if he will have enough strengh, physical and mental power, to keep trainning and competing until a next World Championship, Panamerican Games, or, even, the Olympic Games in Rio, 2016. Tic-tac, tic-tac. It´s time to make the correct avaliation and measuring how much is a deep wish to be almost the best again, and understand physical limitations, and the consequences of an early “pit stop”. Staying in the “boxes”, having nice warm afternoons in private islands, eating good food, and thinking that a “no-pools-anymore!” is definitive, is something to avaluate, together as how much his body can remember who he was in the past, before november 2006, when he decided for his retirement. It´s not enough to put the strong wish to be in the middle of the best champions of all the world in major competitions in a balance, and check if it´s enough. Let´s wait and see. It´s not a dark-bad-wish pushing Thorpe to fail, no, but just avaluations that all the sports world will make about him, his desires, and, of course, his real capability. Saying “yes, I stay”, or “no, I´m out”, doesn´t put an end in his love for the good noise that a winner likes to listen after touching the end of a pool in first. It can be a beginning of a new Ian Thorpe in something he can be able to win. Life is full of possibilites. It´s just develop the capability of being the best in another thing. Even though he may not please newspapers all the time, and everyone. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)


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