Brasileiras do nado sincronizado levam ouro no Sul-Americano em Belém. Brazilian synchronized swimming is gold in South-American Aquatics, in Belem.
Primeira medalha de ouro para o nado sincronizado brasileiro no Sul-Americano de esportes aquáticos em Belém. As meninas da equipe marcaram 86,613 pontos, ao som de música do filme Burlesque, na rotina livre combinada. Prata para a Colômbia com 76,825 pontos, e bronze para a Venezuela (74,438).
Is the first gold medal for brazilian synchronized swimming in South American Aquatics in Belem, Brazil. With Burlesque´s music, they got the higher place in the podium with 86,613. Silver medal for Colombia (76,825) and bronze for Venezuela (74,438). (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Satiro Sodré)
Daynara de Paula se desliga do Minas Tênis, mas segue na disputa entre Flamengo e outros clubes. Brazilian swimmer Daynara de Paula leaves Minas Tennis Club, but isn´t raising Flamengo’s flag yet.
A atleta da natação Daynara de Paula, a primeira da seleção brasileira feminina a alcançar índice para as olimpíadas de Londres, ainda no ano passado, já não pertence mais ao Minas Tênis Clube. Depois das férias, ela não havia retornado aos treinos no clube, mesmo a equipe principal já em preparação acelerada. Uma nota em site de esportes sugeriu que ela estaria pronta a assinar com o Flamengo, mas a assessoria do Minas Tênis Clube não confirmou a alegação. Hoje, o técnico do Minas Tênis Clube, Vaccari, confirmou a saída dela do clube, mas afirmou que ela não assinou contrato com nenhum clube ainda, e que estaria sendo disputada não só pelo Flamengo, mas por outros clubes, como Corinthians e até Fluminense, informação ainda não confirmada pelos mesmos. Ou seja, não seria só o Flamengo no páreo. Até caneta no papel, e palavra certa e foto para a imprensa, fica o dito pelo não dito.
A ida de Daynara como possibilidade para engrossar o corpo dos atletas celebrados do Flamengo, teria respaldo não só pelas suspeitas que começaram a ser divulgadas pela internet, mas também pelo fato de ser o clube de César Cielo, e que influenciou, junto com sua contratação, a levar no “pacote” os colegas de treino Nicholas dos Santos e Henrique Barbosa para o time vermelho-negro. Com a criação do clube seleto, que chamou de PRO-16, visando mais pódios, e mais medalhas douradas nas olimpíadas de 2016, com treinamento mais específico (assessorado pelo técnico Albertinho), os atletas que faziam, digamos, “dois turnos” de treinamento, ou seja, um com o PRO-16 e outro em seus clubes de origem, no caso dos que pertenciam ao Pinheiros, foi dado o ultimato. Com data para decisão, era “ou Cielo e PRO-16, ou o contrato com o Pinheiros.” Racha feito, os atletas que pertenciam ao clube tradicional paulista e escolheram permanecer no PRO-16, foram contratados pelo Flamengo. Vale lembrar que Cielo pertencia ao Pinheiros, um dos primeiros clubes em que começou a treinar (teve a piscina de Santa Bárbara), mas com proposta melhor, e com o nome da ex-nadadora e mulher de força, Patrícia Amorim, à frente, na presidência, e com planos grandes para restaurar a natação do clube, assinou contrato, em 2010, com o Flamengo. Cielo não fecha os olhos (nem em provas rápidas), e provavelmente fica analisando os resultados crescentes dos atletas de destaque, para talvez propostas futuras, ou, quem sabe, criar uma nova versão do Projeto-Quer-Ouro (é “Rumo ao Ouro”, na versão original) 2016. Quem pode dizer se, depois que ele resolver parar de competir, entre nomes de clubes chamados “Pinheiros”, “Corinthians”, “Flamengo”, “Fluminense”, não vai haver um “Cielense”, ou um “PRO-Futuro-Olímpico-Mundiais-Pans”, de versão prolongada para próximas olimpíadas e grandes campeonatos mundiais depois do foco de 2016 no Brasil. Se não tiver uma das neuras de Popov, que disse nem ao menos passar férias perto de piscina, ou quadrados molhados, (cansou, o ânimo para dar braçadas se exauriu há muito tempo. Haja resort de férias no deserto!), Cielo vê o cenário da natação hoje de olho no futuro. A menos que queira virar chef de cozinha, e mudar o restaurante que vende o que vem da Granja, para cardápio inspirado nos catalães, roubar estrelas de Barcelona, mudar a fachada para uma “Sagrada Família”, ou diminuir a porção de frango frito com polenta, e servir mini-poções chiques com caldinha desenhada falando francês (nada a ver com Bousquet. Melhor não. Melhor o nadador francês nem saber disso).
Patrícia Amorim pode querer Daynara e colocá-la na mira, mas, se já assinou, ou se está esperando tudo se concretizar para vestir a tal camisa vermelha-e-preta (que precisa de um design novo urgente), não se pode carimbar com certeza de 100% (muita gente carimba suposições com “certezas” de 25%). Mas, ainda não estão tremulando bandeiras vermelhas ao vento, na janela do apartamento de Daynara. Atleticano, por enquanto, não deixaria.
O Minas Tênis Clube já ficou sem o técnico Fernando Vanzela, logo depois da vitória (depois de 14 anos sem subir no primeiro lugar do pódio no campeonato) no Maria Lenk em 2011, disputado em maio, no Rio. Muita gente ficou sem entender a saída do técnico, elogiado e reconhecido por Joanna Maranhão no Open realizado no Rio, em dezembro, como fundamental em sua estória e crescimento como atleta. O Minas preferiu contratar um estrangeiro. Vaccari assumiu os treinamentos da equipe, e, logo depois, o Minas anunciou a contratação do técnico Scott Volkers, que foi à Belo Horizonte, no final do ano passado, para dar uma checada no clube, e, agora, já está na cidade, dando reforço ao treinamento da equipe. Australiano (não é Brett Hawke), ele tem 3 Jogos Olímpicos no currículo, comandando a equipe de seu país – Barcelona/92, Atlanta/96 e Sidney, em 2000.
A saída de Daynara certamente vai fazer falta, mas é parte do troca-troca de clubes que acontece já há algum tempo na natação, e que tem se tornado tendência crescente. Patrícia Amorim vai ficar feliz se Daynara assinar com o Flamengo, que parece estar numa campanha para abocanhar mais medalhas com atletas de peso, e trazer uma estória de vitórias de primeira posição no pódio para o clube, que não deve estar se contentando com segundos e terceiros lugares em campeonatos. O Minas Tênis ainda aposta em atletas que estão despontando e se destacando, como Felipe Lima, que treina em Fort Lauderdale, e que levou medalha de ouro nos 100m peito no GP de Missouri, que terminou no domingo. O clube conta também com atletas experientes, como Fabíola Molina e Nicolas Oliveira, ambos olímpicos, e Diogo Yabe, marido de Fabíola, que, assim como Felipe Lima, treinam nos Estados Unidos. Rodrigo Castro também. Dentre as saídas recentes, Joanna Maranhão, que foi para o Flamengo (ano passado). A vontade voraz de Cielo de tilintar medalhas de ouro, sem muitas dúvidas, é ímã e influência para que nadadores como Daynara se juntem ao Flamengo. Culpem o velocista. Um super-clube, peso-olímpico, vermelho-dourado? Imagine se o Minas Tênis Clube começar a fazer contra-propostas para tirar nadadores do Flamengo e do Pinheiros. Um Felipe França (Pinheiros), por exemplo. Trazer Léo de Deus de volta. Aí, vai ser disputa de travar dentes. Hora marcada no dentista e nervos em pólvora no ano olímpico? Por que não? Atletas com medalhas olímpicas significam patrocínios maiores chegando para os clubes.
No troca-me-troca, vale quem tem a melhor estratégia, a melhor proposta financeira (infra-estrutura não pesa tanto, já que os principais atletas do Flamengo não treinam na piscina do clube, e, sim, em São Paulo, entre academia de marca e uma piscina pública, mais adequada, já que as obras de melhorias prometidas pelo Flamengo nas piscinas não aconteceram. O clube disse, em 2010, que aguardava recursos, mas parece que não entraram, ou outras pautas de obras substituíram a emergência das piscinas), e a vontade de segurar os pódios primeiros e as medalhas douradas, e nomes que vão se refletir e ser propaganda em campeonatos internacionais, mundiais, pans e Grand-Prix. Na conversa, na mesa e na piscina, que vença o melhor. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Fotos: Rosaly Bastos)



