Nadadores australianos postam fotos com armas no Facebook. Australian swimmers posing with guns on Facebook.
Foi esta a foto que causou rebuliço e revolta na Federação Australiana de Natação, e comentários negativos no mundo do esporte afora. Os nadadores australianos Nick D’Arcy e Kenrick Monk postaram fotos empunhando armas na rede de relacionamentos Facebook e o que aparentemente, para eles pode ter sido uma brincadeira, para o regimento da natação australiana não o foi. Em tempos do ex-mito Alexander Popov tentar intimidar nadadores brasileiros dizendo que não são páreo para os australianos da nova geração, como Magnussen e sua turma do revezamento, os compatriotas dos tão-elogiados rápidos atletas, dão o mau exemplo para a equipe do país. Repreendidos, porta-voz falando internacionalmente para clarear a situação, repreender e discordar da postura dos dois, o mal já tinha sido feito. Considerações chacoalhadas para o senhor Popov? O técnico Alberto Silva, que vigia, orienta e conserta os treinos dos principais atletas da equipe brasileira de natação, em uma de suas “pérolas” de sabedoria, já tinha respondido a Popov, com alfinete sem joia: “Calado, é um poeta”.
Falar de “tiro rápido” na água é uma coisa. Rifle, chumbinho ou munição qualquer é outra linguagem, e, aqui, pegou pior que mal. Fama alvejada, sem colete à prova de balas? Um furo…
In times when australian swimmers were gloryfied by the former mith Alexander Popov, saying brazilians can´t get close to Magnussen and his fellows speed, two australian from the “blessed pool” as Popov used to say, did post pictures on Facebook holding guns. If it was a joke for them, it was not for australian swimming federation, which was faster than a sprinter to show, clearly, that is something else than just saying “it is so wrong”. A threat for London, in another terms? Bad photo to remind when some authorities in some imigration’s lines open up some passports.
Nick D’Arcy and Kenrick Monk, the two guys up there, just brought some clouds to australian swimming, and what could be just a joke for both can be seeing from many point of views, and not good ones.
Being fast as a bullet is a way to speak that they can cut waters in seconds, or less than that, but bringing it to the language of fire guns is something else, not “healthy” at all, and scary. Is it starting rainning and is anybody listening to some “thunders” over the australian guys? Well, Facebook is not just a crystal frame in the living room. Maybe, Popov could be considering being a quiet poet for a while.
Brazilians seem to show their power in another better way, working inside H2O. And if it´s hard for some former-myths, they´re not in technological suits, for a long time (2 years is a long time). (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Reprodução)
Murray Rose, ex-atleta da natação australiana, morre aos 73. Former australian swimmer Murray Rose dies at 73.
Morreu, ontem, dia 15 (domingo), o ex-atleta, estrela da natação australiana do passado, Murray Rose. Aos 73 anos, Rose foi vencido por uma leucemia, contra a qual batalhava desde o natal do ano passado. Sua saúde começou a se deteriorar nas últimas seis semanas, segundo a imprensa de seu país, com piora mais acelerada desde a páscoa. Jornais australianos, como o The Sydney Morning Herald, disseram que o ex-nadador inspirou toda uma geração de atletas. Ele se tornou campeão olímpico pela primeira vez aos 17 anos, em 1956, nos Jogos de Melbourne, no revezamento 4 x 200m livre, o primeiro de seus 3 ouros na competição. Logo em seguida, ainda nas olimpíadas de Melbourne, Murray Rose venceu os 400m e os 1500m livres, se tornando o primeiro nadador a vencer, em 36 anos, as duas provas seguidas. Nas olimpíadas de Roma, em 1960, levou a medalha de ouro nos 400m livre, e a de prata nos 1500m. Ele não disputou as olimpíadas de Tóquio em 1964, porque foi impedido de participar das tentativas para classificação olímpica nos Estados Unidos, país onde ele estava estudando na época. Kieren Perkins, medalhista olímpico de ouro por duas vezes nos 1500m, disse que “não dá para descrever o impacto dele não só na natação australiana, mas nos esportes (do país) em geral”.
Former australian swimmer Murray Rose died yesterday (sunday, 15th), at 73, due to a leukemia.
“Murray was one of those statesmen of Australian sport and it’s almost beyond describing the impact that he had not only on swimming but Australian sport in general”, and ”I think for anybody that’s been involved in distance swimming, the legend and the tradition that Murray Rose created I think really set the scene for decades” Kieren Perkins, a two-time 1500m gold medalist, said.
Murray Rose became an Olympic champion in 1956 as a 17-year-old, in Melbourne Olympic Games, winning the first of his three golds in the 4 x 200m freestyle relay.
Then, in the same olympic games, he followed that with victories in the 400m and 1500m freestyle. With this, he became the first swimmer in 36 years to win both individual events.
In Rome olympic games, 1960, he got another gold in the 400m freestyle, and he finished second, getting the silver medal, in the 1500m. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Com agências e The Sydney Morning Herald) (Fotos: Reprodução)
Ian Thorpe reconhece que não está preparado, e teme não fazer parte da equipe australiana que irá para Londres. Ian Thorpe says he is not ready for London: “I´ll most likely fail”.
O nadador australiano Ian Thorpe, de 29 anos, dono de cinco medalhas de ouro olímpicas reconheceu, em entrevista para tv australiana ,na quarta-feira, que voltou tarde demais para as competições a nível profissional. Depois de 5 anos parado, Thorpe, que tinha anunciado sua aposentadoria precocemente, disse, com sinceridade, que provavelmente vai falhar e pode não fazer parte da equipe de seu país que seguirá para os Jogos Olímpicos de Londres em julho. “O resultado mais realístico disso tudo é que eu, provavelmente, vou falhar. Eu gostaria de ter outros seis meses para fazer isso (treinar antes de ir para as olimpíadas)”, disse, para a tv Australia´s Network Ten. Thorpe, que bateu 13 recordes mundiais e que tem 11 medalhas de ouro em campeonatos mundiais, não teve um retorno a nível impressionante, como talvez ele mesmo pudesse esperar. A aposentadoria tinha sido anunciada em novembro de 2006, e, anos depois, fora de forma, quilos extras, colocou como meta a recuperação física para tentar ser o campeão de antes. Mas se nadadores profissionais sentem a falta que um dia, dois, uma semana faz fora do retângulo comprido de água, um campeão a nível do australiano, com o currículo estrelado por anos de técnica e empenho diário, comida naturalmente ruim, com uma rotina criteriosa a ser obedecida, certamente iria sentir muito mais.
Os resultados de Thorpe não foram expressivos em sua volta aos campeonatos: nas etapas da Copa do Mundo da FINA, em novembro, piscina de 25 metros, não foram grande coisa. Ele competiu em Singapura, Pequim e Tóquio. Agora, se prepara para a competição em Adelaide, na Austrália, que decidirá quais atletas alcançam ou não índices para seguir para as olimpíadas de Londres. “Há muito mais expectativa de competir bem, de me ver bem, dentro de mim, do que em qualquer outra pessoa”, afirmou o atleta, apesar de tudo. Semana que vem é a data do “bate-martelo” para Ian Thorpe. Fatídicos (?) dias, a partir de 15 de março. Resta saber se, na pior das hipóteses, se ele não se qualificar, se continua numa tentativa que vai pedir horas, semanas, meses de trabalho psicológico e físico para próximos grandes campeonatos, como mundiais, pans, e anos para a próxima olimpíada, no Rio (2016). Espremendo e tentando tirar o sumo de todos seus resultados pós-volta-tardia, até agora, a expectativa é de que, pelo menos, ele alcance qualificação para os 200m livres, e faça parte da equipe de revezamento 4x200m australiana (em Adelaide, ele vai nadar os 100m e os 200m livres). Vai espremer o suco australiano.
É aquela estória do “nunca dizer nunca”, mas, que tem um custo no futuro para um atleta como ele, quando uma desistência precoce não foi taxativa, definitiva. Na palavra, antes, talvez. No cansaço, no tédio do treino diário. O grito do pódio deve ter sido maior. Incomodou. Depois, ao saber de todas as restrições e consequências de um “pit stop”, é segurar a barra da cobrança e pressão externa, mais que a sua interna. E avaliar, com realidade, se o sonho já se foi. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live) (Foto: Getty/ Reprodução)
Australian swimmer Ian Thorpe doesn´t have great expectations about his participation in Australian trials next week, in Adelaide, starting on march 15th. After a less than impressive return after five years out of the pools, in FINA Swimming World Cup, in november, last year, he knows he is dealing with something more than a strong bad feeling that he may not qualify for olympic games in London. “The most realistic outcome of this is that I will most likely fail. … I wish I had another six months to do this”, he said, during an interview, wednesday. He will contest the 200m and 100m freestyle events at the Australian trials next week.
The biggest expectation, however, is that Thorpe may be a top-six finish in the 200 meters, which could get him into the Australian 4×200-meter relay team for London 2012.
“I wish I had another six months to do this”, says Thorpe, in the interview. The clock´s tic-tac is in a rush. It´s now or never. What many wanna know is, if the australian athlete do not qualify to London, if he will give up for good, or if he will have enough strengh, physical and mental power, to keep trainning and competing until a next World Championship, Panamerican Games, or, even, the Olympic Games in Rio, 2016. Tic-tac, tic-tac. It´s time to make the correct avaliation and measuring how much is a deep wish to be almost the best again, and understand physical limitations, and the consequences of an early “pit stop”. Staying in the “boxes”, having nice warm afternoons in private islands, eating good food, and thinking that a “no-pools-anymore!” is definitive, is something to avaluate, together as how much his body can remember who he was in the past, before november 2006, when he decided for his retirement. It´s not enough to put the strong wish to be in the middle of the best champions of all the world in major competitions in a balance, and check if it´s enough. Let´s wait and see. It´s not a dark-bad-wish pushing Thorpe to fail, no, but just avaluations that all the sports world will make about him, his desires, and, of course, his real capability. Saying “yes, I stay”, or “no, I´m out”, doesn´t put an end in his love for the good noise that a winner likes to listen after touching the end of a pool in first. It can be a beginning of a new Ian Thorpe in something he can be able to win. Life is full of possibilites. It´s just develop the capability of being the best in another thing. Even though he may not please newspapers all the time, and everyone. (Rosaly Bastos – Swim, Play, Live)




